PISEAGRAMA | espaço público periódico

PISEAGRAMA é uma revista pensada como uma plataforma colaborativa que aposta no formato ensaios (textos curtos, imagens, vídeos ou formatos híbridos) para abordar o espaço público contemporâneo a partir de ideias, conhecimentos, culturas, práticas e lugares diversos, ampliando a potência transformadora da arte e injetando imaginação na política.

1_ Acesso [set 2010]
2_ Progresso [nov 2010]
3_ Recreio [jan 2011]
4_ Vizinhança [mar 2011]
5_ Descarte [mai 2011]
6_ Cultivo [jul 2011]

Seguem breves sinopses sobre a proposta de cada edição:
Acesso: tratando das alternativas de locomoção e mobilidade urbana, da relação entre as vias e os espaços públicos, dos caminhos e obstáculos na cidade, este número propõe também discutir as possibilidades e políticas de acesso público nas suas formas materiais e imateriais, bem como práticas, iniciativas e movimentos de reivindicação de acesso aos lugares, à cultura, à informação, à tecnologia, à moradia, à democracia etc.
Progresso: aproveitando o cinquentenário de Brasília, este número propõe a discussão do paradigma positivista constituinte da identidade brasileira e as suas implicações na produção da cidadania, do espaço público urbano e das formas de subjetividade. Apresentará a copresença na cidade de temporalidades e ritmos produtivos distintos – a lentidão, a localidade, a resistência, e permanência e as artesanias – mas também a emergência de arquiteturas disciplinares e a reincidência de territórios coloniais dispersos na trama urbana.
Recreio: este número apresentará os fluxos de ocupação não tecnicista e não funcionalista dos espaços públicos, a prática do jogo no território, as pausas e os intervalos espaço-temporais, as (im)possibilidades da infância na cidade, os registros de vivências e memórias coletivas dessa constituição urbana; confrontará a existência de campos efêmeros e temporalidades resistentes às diretrizes do planejamento oficial e às propostas de remodelação imobiliária e instrumentalização urbana para os torneios internacionais. Várzeas, playgrounds, quadras públicas, campinhos desenhados na rua, brincadeiras na calçada, pipas na laje etc.
Vizinhança: este número propõe reflexões sobre a coexistência, a coletividade, a solidariedade e a segregação voluntária e involuntária nas dinâmicas de construção da vida urbana. Os muros cada vez mais altos, as cercas elétricas e as barreiras nacionais e internacionais são instrumentos abruptos que revelam a incapacidade do diálogo e da troca, seja nas grandes cidades brasileiras ou nas fronteiras dos fluxos migratórios internacionais.
Descarte: observando as dinâmicas materiais, as redes sociais e econômicas envolvidas nos ciclos de vida dos produtos industriais e na obsolescência imobiliária dos espaços urbanos, este número reflete sobre as noções de desperdício, reaproveitamento, abandono, novidade, descartável, bem como os “achados e perdidos”, a limpeza pública, o lixo privado, os lixões, a reciclagem, os lixeiros, a logística da coleta seletiva, os catadores, os colecionadores e antiquários, as ruínas urbanas e os lugares esquecidos.
Cultivo: contrapropõe as noções de natureza e cultura através de abordagens multidisciplinares que propõem discutir a domesticação da natureza no cotidiano da cidade (hortas, jardins, pomares, quintais, jardineiras, arborização, agricultura urbana etc), a cultura da paisagem, as práticas e pensamentos ecológicos, bem como as experiências de cultivo de hábitos urbanos e as táticas de incitar, provocar ou sugerir transformações colaborativas do espaço público a partir de iniciativas individuais ou coletivas.

Editores: Fernanda Regaldo, Renata Marquez, Roberto Andrés e Wellington Cançado
Editor de contra-publicidade: Marcelo Terça-Nada!

[Revista aprovada no edital Cultura e Pensamento do MINC, 2010]

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